Um caçador de fortunas descobriu, em novembro do ano passado, a maior coleção de moedas romanas do século IV. As moedas foram oficialmente declaradas como tesouro e colocadas em exposição no Museu Britânico no início desta semana. Entusiasmado com a descoberta, o britânico Laurence Egerton e chegou a passar três noites a dormir no carro só para guardar o seu tesouro.




Egerton é um construtor aposentado de 51 anos que, já há sete anos, tem o passatempo de procurar objetos com um detetor de metais. Habitualmente, costumava descobrir apenas anéis antigos e cartuchos de espingardas, até ao momento em que a sorte lhe sorriu. Foi ao «passar a limpo» um terreno em Seaton, Inglaterra, que Egerton descobriu as 22 mil moedas romanas datadas entre o ano 260 a.C. e o de 348 a.C.

O dia de sorte começou quando iniciou a habitual procura de objetos num local perto das escavações de uma vila romana. O detetor de metais indicou que existia ferro no solo, apesar da maioria dos detetores serem configurados para o ignorarem, por ser relativamente inútil. Egerton ignorou a máquina e decidiu seguir o seu instinto: debaixo de dois lingotes de ferro, descobriu um tesouro.

O membro do Clube de Detetores de Metais de East Devon contactou as autoridades para reportar a sua descoberta. De seguida, ligou à mulher, Amanda, que foi até ao local para filmar o momento.



«Dormi ao lado, no meu carro, durante três noites, para o guardar», disse Egerton ao jornal The Telegraph. «No final de cada dia os arqueólogos arrumavam as coisas e iam embora, mas eu não conseguia ir para casa e dormir, pensava que algo importante se encontrava num buraco no chão no meio do nada.»

O tesouro ficou numa exposição temporária no Museu Britânico, onde especialistas o saudaram como sendo uma descoberta extraordinária. Um certo número de moedas foi gravado para marcar a fundação de Constantinopla em 332 a.C. e têm a imagem do Imperador Constantino.




Acredita-se que as moedas foram originalmente enterradas para ficarem seguras. Bill Horner, arqueologista de Devon, explicou: «Não existiam bancos, por isso um buraco no chão era o local mais seguro para esconder as poupanças em alturas complicadas, ou se se partisse numa longa viagem. Quem fez este depósito em particular nunca mais voltou para o recuperar».

Como Egerton tinha obtido uma licença para operar naquele local, será elegível para dividir as receitas em 50/50 com o proprietário do terreno, mas gostaria de poder guardar uma das moedas, como recordação da sua descoberta.