O Governo moçambicano acusou, esta segunda-feira, a Renamo, o principal partido da oposição do país, de recusar o desarmamento do seu braço armado, considerando que «a desmilitarização» do movimento é fundamental para a paz no país.

No âmbito do Acordo Geral de Paz (AGP) de 1992, a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) desarmou a maioria da sua antiga guerrilha, mantendo ativo um contingente residual destinado à segurança dos seus líderes, mas que o partido tem usado como um meio de pressão política, como aconteceu agora na sequência do litígio à volta da lei eleitoral.

O chefe da delegação do executivo moçambicano às negociações com a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), José Pacheco, acusou o movimento de pretender evitar a «desmilitarização» da sua força, em declarações aos jornalistas, momentos antes do início de mais uma ronda negocial entre as duas partes, no âmbito dos esforços visando a restauração da estabilidade política e militar no país.