Os governos de Angola e do Brasil confirmaram hoje a morte de nove angolanos e um brasileiro que seguiam no avião das Linhas Aéreas Moçambicanas (LAM) que se despenhou sexta-feira no norte da Namíbia.

Em declarações à Agência de Notícias de Angola (ANGOP), o primeiro secretário da embaixada de Moçambique em Angola, António Silva, confirmou a morte de nove cidadãos nacionais, mas disse ainda estar a aguardar informações adicionais sobre o desastre.

Entretanto, o governo brasileiro confirmou a presença de um brasileiro a bordo do avião da LAM, que transportava 33 pessoas.

O Ministério brasileiro das Relações Exteriores já recebeu o nome da vítima e entrou em contato com a família, mas aguarda mais informações antes de fazer o comunicado oficial.

Fonte diplomática contactada pela Lusa indicou que o cidadão brasileiro tem também nacionalidade portuguesa, pelo que foi também contabilizado como uma das vítimas mortais portuguesas.

A aeronave, um modelo Embraer 190 com capacidade para 90 passageiros, foi comprado pelas LAM para modernizar sua frota e substituir os antigos Boeing.

O acidente é o mais grave na história da aviação civil de Moçambique desde a misteriosa queda do avião do presidente Samora Machel em 1986 na África do Sul, quando morreram 34 pessoas.

Em 2011, a União Europeia proibiu a LAM de voar no seu espaço aéreo por razões de segurança.