Notícia atualizada às 11:45

O padre espanhol que contraiu o vírus ébola na Libéria morreu esta manhã, avança a Cadena Ser.

Ébola: tratamentos experimentais podem avançar

Miguel Pajares, que tinha sido repatriado para Espanha na semana passada, estava a ser tratado com o medicamento experimental ZMapp.

O padre, que foi repatriado com uma freira de origem espanhola que não parece estar infetada, faleceu no hospital Carlos III, em Madrid.

O cadáver do padre Miguel Pajares será «selado e incinerado» sem ser autopsiado para evitar a propagação da doença, de acordo com o regulamento da Polícia Sanitária da Comunidade de Madrid.

O manejo «post morten» de um corpo infetado com Ébola proíbe a autópsia devido «à alta carga viral dos fluidos corporais» e deve ser realizado «por pessoal treinado», não estando prevista qualquer preparação do cadáver, disseram à agência noticiosa espanhola EFE fontes sanitárias.

Em relação às medidas de controlo ambiental, a norma é a limpeza com desinfetantes de uso hospitalar das superfícies potencialmente contaminadas e a queima da roupa ou objetos que tenham estado em contacto com o corpo.

Há dois norte-americanos infetados com o vírus que também estão a ser tratados com o ZMapp.

A epidemia de febre hemorrágica Ébola, que afeta a região da África Ocidental, já fez mais de mil mortos, em 1.848 casos suspeitos, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde, atualizado na noite de segunda-feira.

Foram registados 11 novos casos e seis mortos na Guiné-Conacri, 45 novos casos e 29 mortos na Libéria, e 13 novos casos e 17 óbitos na Serra Leoa, não tendo sido registados novos casos ou vítimas mortais na Nigéria.

O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infetados. Não há vacina conhecida para a doença.