A Amnistia Internacional criticou, esta segunda-feira, a União Europeia e o Governo grego por continuarem de “braços cruzados” relativamente ao problema dos migrantes, enquanto “dezenas de vidas se perdem diariamente no mar Egeu”.

A falta de vontade política e as medidas estabelecidas em 2012 para travar a passagem entre a Turquia e a Grécia “obrigaram os migrantes a escolher a rota mais perigosa”, afirmou, em comunicado citado pela EFE, a organização de defesa dos direitos humanos, com sede em Londres, numa alusão à travessia por mar.

“Quantas crianças afogadas e mortos são necessários para ativar os ‘valores europeus’?”, questionou Giorgos Kosmopoulous, diretor da  Amnistia Internacional na Grécia. O responsável assinalou que os naufrágios “não são um fenómeno natural e muitas vidas podem ser salvas se houver vontade política”.

As críticas da Amnistia Internacional surgem no mesmo dia em que o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Refugiados divulgou um novo balanço sobre o número de refugiados que atravessou o mar Mediterrâneo. De acordo com a ONU, Outubro foi o mês em que mais migrantes atravessaram o Mediterrâneo. Ao certo, foi contabilizado um recorde de 218.394 migrantes nos 31 dias de outubro, sendo que oito mil deles desembarcaram na Grécia.