A Austrália e a Nova Zelândia ofereceram-se hoje para acolher mais refugiados sírios em resposta à crise humanitária no Médio Oriente, apesar das diferenças no tipo de ajuda que estão dispostos a oferecer.

O primeiro-ministro Tony Abbott anunciou “uma abordagem equilibrada” a este respeito, sobre a qual dará mais pormenores nos próximos dias, e assegurou que o seu país “vai responder com a força e generosidade” que o caracterizam.

O Governo conservador de Abbott, que impõe uma rígida política contra a imigração ilegal, quer acolher mais refugiados sírios sem modificar o contingente anual do seu programa de vistos humanitários.

Já o primeiro-ministro neozelandês, John Key, vai hoje reunir-se com o seu gabinete para discutir um aumento, nos próximos três anos, da quota anual de acolhimento de refugiados, que atualmente é de 750 pessoas.

Numa entrevista à Radio New Zealand, John Key não precisou o número exato, que será na casa das “centenas” e afetará unicamente os refugiados sírios, mas prevê-se que seja semelhante ao oferecido aos deslocados do Kosovo em 1999.