Seis meses depois do desaparecimento do voo MH370 continuam a não existir pistas sobre o paradeiro do avião Malaysia Airlines, apesar das investigações indicarem que se despenhou nas águas do sul do Oceano Índico. Várias teses foram avançadas, nenhuma sem conclusões concretas até ao momento. Da tese de terrorismo a erro humano. Em maio, o «Independent» afirmava que foram detidas 11 pessoas, sob suspeitas de terem ligações à Al Qaeda e responsabilidade no desaparecimento do voo MH370. Também um britânico afirmou saber onde estava o avião, tal como um americano. E até Courtney Love veio publicar nas redes sociais que sabia onde estava o avião.

O voo MH370 da Malaysia Airlines, um Boeing 777, descolou de Kuala Lumpur na madrugada de 8 de março com 239 pessoas a bordo e tinha previsto chegar a Pequim seis horas mais tarde, mas desapareceu subitamente dos radares cerca de 40 minutos depois de partir.

A maioria dos passageiros era chinesa. Muitos dos familiares de passageiros ameaçaram com greve de fome perante o desespero.

O primeiro-ministro malaio confirmou a 24 de março que não havia sobreviventes, destruindo a esperança de centenas de famílias. Um dia depois dos franceses virem dizer que tinham avistado o avião junto à costa australiana.

Passados três dias, um satélite identificou mais 300 objetos, mas as buscas têm vindo a ser suspensas no Índico por várias vezes devido ao mau tempo.

Diversos países canalizaram inúmeros meios aéreos e navais em ações de busca no Oceano Índico, mas sem quaisquer resultados, apesar da esperança demonstrada por muitos, como o primeiro-ministro australiano.

Em setembro renasceu a expetativa. As equipas que procuram os destroços do avião da Malaysia Airlines desaparecido vão centrar as buscas em 58 pontos dentro dos 60 mil quilómetros quadrados delimitados no oceano Índico.

O avião despenhou-se com 239 pessoas a bordo. A cada número pertence uma história de vida. Por cada vida, uma família desespera e chora. Uma mulher não aguentou mais estar parada e foi autorizada a acompanhar as buscas. O marido de Danica Weeks, Paul, de 39 anos, ia a caminho da Mongólia por causa de um projeto. Tinha o regresso marcado para o primeiro aniversário do filho Jack, daí a semanas.

A companhia perdeu dois aviões em quatro meses, este homem escapou às duas tragédias.