Os 30 polícias municipais da cidade de Ocampo, no estado mexicano de Michoacán estão detidos desde este domingo. São os principais suspeitos do homicídio de um candidato a presidente da Câmara nas eleições gerais municipais, que decorrem no próximo domingo. Os polícias estão acusados de crime organizado.

Fernando Ángeles Juárez, de 64 anos, foi morto a tiro, por três homens armados, na última quinta-feira, em frente a uma de suas propriedades. É o terceiro político assassinado num intervalo de oito dias em Michoacán.

De acordo com a BBC, desde Setembro de 2017, altura em que começou a pré-campanha eleitoral, mais de 100 políticos foram mortos.

No último sábado, agentes federais do estado de Michoacán deslocaram-se à cidade para deter Oscar González García, diretor da polícia municipal, mas acabaram por serem eles detidos. Na madrugada de domingo, os polícias federais voltaram a Ocampo com reforços e acabaram por deter Oscar González García e os restantes 29 polícias locais.

A vítima, Fernando Ángeles Juárez, era um empresário de sucesso no ramo hoteleiro. 

De acordo com a BBC, que cita a imprensa local, Juárez tinha considerado a possibilidade de concorrer como candidato independente, mas acabou por se juntar a um dos principais partidos do México, a Revolução Democrática (PRD, de centro-esquerda).

O México sofre uma das piores fases da história a nível de violência, com um registo de mais de 25 mil homicídios no ano passado, com uma média de quase 70 por dia. Mais de 200 mil pessoas morreram no México desde que o Governo começou, em 2006, a chamada guerra contra as drogas.

A imprensa local fala sobre a pressão do crime organizado. Os cartéis de droga estarão infiltrados em diferentes níveis da política e das forças de segurança. Em Michoacán, existem três cartéis: o Jalisco Nova Geração, o Zetas e a Família Michoacán.