Os investigadores egípcios encarregues da análise dos destroços do avião da Metrojet que se despenhou no Egito, a 31 de outubro, não encontraram sinais de “interferência ilegítima ou de um ato terrorista” que justifiquem a queda do avião.

Como avança a agência Reuters, o relatório preliminar do ministério da Aviação Civil contradiz as conclusões da investigação russa, que atribuiu a destruição do aparelho a uma bomba a bordo.

“O comité de investigação técnica não encontrou nada até ao momento que indique interferência ilegítima ou um ato terrorista”, disse Ayman Al-Muqaddam, responsável pela investigação.


Estas conclusões não só contradizem as informações antes avançadas pela Rússia, como a reivindicação do Estado Islâmico, o grupo terrorista que disse ser o responsável pela destruição do avião.

No início de novembro os investigadores egípcios também acreditavam que uma bomba pudesse ter estado na origem do incidente.

O avião da Metrojet fazia ligação entre a localidade turística de Sharm El Sheikh, península do Sinai, Egito, e São Petersburgo, na Rússia. A bordo seguiam 224 pessoas, nenhuma sobreviveu ao acidente.