A ONU e o grupo humanitário Médicos Sem Fronteiras vieram a público condenar o ataque dos EUA, esta madrugada, contra um hospital na cidade de Kunduz, no Afeganistão. A Organização das Nações Unidas afirmou que o atentado é um ato “indesculpável” e “possivelmente criminoso”.

O ataque aéreo contra um hospital gerido pelos Médicos Sem Fronteiras, que vitimou 19 pessoas e deixou outras 37 feridas, já mereceu a atenção da ONU, que o condenou “severamente”, sob as palavras do secretário-geral da organização, Nicholas Haysom.

“Eu condeno severamente o devastador e trágico ataque aéreo ao Hospital dos Médicos Sem Fronteiras desta madrugada, que causou a morte e ferimento de médicos, pacientes e outros civis”, pode ler-se num comunicado redigido pelo porta-voz da ONU.


O hospital nunca tinha sido alvo de ataques e a lei humanitária internacional proíbe o uso das instalações para fins militares.

“Eu reitero a minha chamada a todas partes envolvidas para respeitarem e protegerem o pessoal médico e humanitário, assim como as instalações”, disse Nicholas Haysom.


Contudo, a polícia afegã afirmou que os talibãs usavam o hospital dos Médicos Sem Fronteiras como local estratégico contra as forças do governo e que no momento do ataque aéreo 200 membros do grupo encontravam-se escondidos nas instalações.

No ataque morreram 12 médicos e sete pacientes, entre eles três crianças.

O grupo humanitário Médicos Sem Fronteiras disse que este ataque “constitui uma grave violação da lei humanitária internacional” e que “há membros do staff e pacientes que ainda estão desaparecidos. Os números podem crescer enquanto estamos a medir o impacto deste bombardeamento terrível”.