O hospital John Peter Smith, no Texas, onde Marlise Muñoz estava em morte cerebral há dois meses, foi obrigado a desligar a máquina que mantinha a paciente viva depois da ordem do tribunal da cidade, avança a Associated Press.

O marido, Erick Muñoz pediu, juntamente com os pais da mulher, a um tribunal que as máquinas fossem desligadas, já que esse seria o desejo da mulher caso uma situação destas surgisse.

O tribunal aceitou o pedido - que foi feito quando a mulher estava grávida de 14 semanas - e deu ao hospital até às 17h de segunda-feira para desligar as máquinas. De acordo com os advogados da família, o feto, agora com 22 semanas, apresentava deformidades. O casal tem outro filho de 15 meses.

As máquinas foram desligadas este domingo às 11h30 (hora local), de acordo com um comunicado dos advogados de Erick Muñoz e o corpo de Marlise Muñoz foi entregue ao marido.

Recorde-se que hospital não queria desligar as máquinas de suporte de vida por causa de uma lei do Texas que ilegaliza desligar-se máquinas de suporte de vida no caso de mulheres grávidas.