Os bloqueios de camionistas em pontos estratégicos da rede viária francesa e na proximidade de centros industriais repetiram-se esta quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo, marcando os protestos contra a reforma laboral do Governo.

A mobilização desta quarta-feira concentrava-se em áreas no oeste do país, com a ocupação de duas estradas de acesso à zona industrial do porto de Le Havre, incluindo a entrada na refinaria do grupo Total, em Gonfreville l'Orcher, indicou a emissora France Bleu.

Também na região da Normandia registaram-se filas de camiões que impediam ou dificultavam a circulação no acesso ao terminal petrolífero de Grand Quevilly ou na autoestrada de circunvalação da cidade de Caen.

Na terça-feira, vários camiões bloquearam estradas da região do norte e do oeste do país. 

Apesar dos protestos, o Presidente francês, François Hollande, garantiu que não vai recuar na reforma laboral. Numa entrevista à rádio Europe 1, Hollande afirmou que "não vai ceder" à contestação.

"Não vou ceder porque já demasiados governos cederam", afirmou à rádio Europe 1.

Em causa está um pacote de medidas que o governo francês quer implementar no sentido de haver uma maior flexibilização do mercado de trabalho. Os manifestantes, no entanto, entendem que estas alterações vão pôr em causa a segurança e a estabilidade no trabalho por facilitarem a contratação e o despedimento de trabalhadores.