A rainha Rania, da Jordânia, juntou-se esta sexta-feira, em Amã, à manifestação contra os militantes do Estado Islâmico. Milhares de pessoas desfilaram nas ruas da capital do país para apoiar os ataques aéreos contra o grupo extremista e para condenar a morte de um piloto jordano às mãos desse mesmo grupo. Em declarações à BBC News, a rainha Rania explicou que o reino está «unido no horror».
 

 
A multidão que saiu às ruas da capital jordana apoia a decisão do rei Abdullah que pediu para que se intensifiquem os ataques aéreos como resposta ao homicídio do piloto Moath al-Kasasbeh, queimado vivo pelos islamitas do Estado Islâmico depois de o avião, integrado na coligação internacional que combate os jihadistas na Síria e no Iraque, ter sido abatido em dezembro. O vídeo com as imagens da morte de Moath al-Kasasbeh foi divulgado esta semana. Esta sexta-feira, pelo segundo dia consecutivo, os caças jordanos bombardearam posições do Estado Islâmico na Síria.
 
«Somos todos Moaz» e «Sim à punição e à erradicação do terrorismo», eram alguns dos cartazes empunhados pelos milhares que nesta sexta-feira se juntaram, depois das orações do meio-dia, em redor da mesquita Al-Husseini, no centro da capital. A rainha Rania juntou-se aos manifestantes, levando também ela uma fotografia do piloto assassinado.

«Estamos aqui para manifestar a nossa cólera. Somos todos soldados ao serviço do nosso comandante e estamos dispostos a combater o Estado Islâmico para vingar o piloto», disse à AFP um dos manifestantes.

 
Os manifestantes pediram para que o grupo jihadista seja erradicado e expressaram apoio ao rei da Jordânia Abdullah II, que prometeu realizar uma «guerra implacável» contra o Estado Islâmico.
 
«Sacrificamos as nossas almas por vós, vossa majestade», «Apoiamos-te Abdullah», «Moath permanecerá nos nossos corações», «Estamos todos unidos em defesa da nossa nação», foram algumas das palavras de ordem cantadas pelos manifestantes.