Um protesto para exigir controlos da vigilância que a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos pode exercer sobre os cidadãos juntou no sábado em Washington cerca de 4.500 manifestantes, de acordo com a organização da manifestação, citada pela Reuters.

O protesto surge no seguimento das recentes revelações de que as agências de informações dos Estados Unidos terão espiado não só os próprios cidadãos como também líderes mundiais. Revelações que já levaram a que a chanceler alemã, Ângela Merkel, e o Presidente francês, François Hollande, se tenham unido para exigir um compromisso por parte dos norte-americanos para evitar que voltem a ser escutados.

EUA tinham 80 equipas de espiões no mundo em 2010

Milhares de manifestantes exigiram o fim da «espionagem em massa» exatamente no dia em que se assinalaram 12 anos da aprovação da «lei patriótica». Um diploma que, no pós-atentado de 11 de setembro de 2001, autorizou a expansão do alcance da recolha de informação no âmbito do combate ao terrorismo.

Nas ruas da capital dos Estados Unidos gritou-se «parem com o Governo secreto, parem com a espionagem norte-americana, parem de mentir». Por baixo das janelas do Capitólio, sede do Congresso norte-americano, agitavam-se bandeiras onde se podia ler «parem de nos espiar».

Ao Congresso foi entregue uma petição, que decorreu na Internet, com 575 mil assinaturas de pessoas que reclamam dos legisladores que seja revelado «o alcance completo dos programas de espionagem da NSA».

A Agência de Segurança Nacional (NSA) tem estado debaixo de fogo desde que o ex-consultor, Edward Snowden, revelou publicamente os programas de espionagem que incluíam históricos de navegação na Internet e registos telefónicos de milhões de cidadãos dos Estados Unidos, e líderes mundiais.