O governo do Mali decretou, nesta sexta-feira, o estado de emergência em todo o território por uma duração de dez dias, anunciou o executivo de Bamako após um conselho de ministros extraordinário.

A reunião do governo decorreu poucas horas após o ataque da Al-Qaeda, que fez pelo menos 22 mortos num hotel da capital do Mali, nenhuma de nacionalidade portuguesa.

“Declara-se o estado de emergência em todo o território nacional, a partir da meia-noite [mesma hora em Lisboa] e durante um período de dez dias”, indica um comunicado lido através da rádio nacional do Mali, ORTM.

O grupo Al-Murabitun, dirigido pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, que reivindicou a autoria do ataque, foi fundado em 2013 e apresenta-se como o ramo da Al-Qaeda na África Ocidental.

O Al-Murabitun (Sentinelas) nasceu da fusão do grupo inicial de Belmokhtar, que cindiu com a Al-Qaeda, designado “os que Assinam com Sangue”, com o MUJAO (Movimento para a Unidade e a Guerra Santa na África Ocidental), um dos grupos que se apoderou do norte do Mali, no início de 2012.

Num registo áudio divulgado hoje pela rede televisiva Al-Jazeera, baseada no Qatar, o grupo reivindicou o ataque ao hotel Radisson Blu.