Paul Weeks e a mulher, a australiana Danica Weeks, estão habituados a que a tragédia ronde os momentos felizes das suas vidas. O filho mais velho, Lincoln, nasceu em 2010, no meio de um tremor de terra que abalou Chistchurch e lhes destruiu a casa. Três anos depois a família viu-se envolvida num acidente de viação gravíssimo.

Agora, Paul tinha encontrado um novo emprego. O engenheiro ia trabalhar numa mina na Mongólia. Antes de embarcar, Paul fez questão de colocar na mala inúmeras fotografias da família e de manifestar a Danica dois últimos desejos: caso algo lhe acontecesse, devia entregar a sua aliança de casamento ao primeiro filho que casasse e o relógio ao segundo. Entregar os dois objetos à mulher foi a última coisa que Paul fez antes de embarcar no no avião do voo 370 da Malaysia Airlines que desapareceu há seis dias misteriosamente.

Paul Weeks, de 39 anos, é um antigo soldado neozelandês, que vivia em Perth na Austrália. A mulher não perde a esperança de o voltar a ver.

Viagem à China antes do nascimento da primeira neta

Os dois casais amigo, Rodney e Mary Burrows e Bob e Cathy Lawton estão entre os seis australianos desaparecidos no voo 370. Iam para Pequim, numa viagem de aventura, para usufruir da reforma.

Rodney e Mary tinham vendido recentemente a casa em Middle Park para prepararem a viagem. Depois da viagem de três semanas na China, esperava-os na Austrália uma nova neta que estava prestes a nascer, adianta o «The Morning Boulletin».

Avós devotados eram também os amigos Bob e Cathy: à porta da sua casa, ainda se mantém uma placa que diz «bem-vindos à casa dos avós, onde as memórias se constroem e os netos são mimados. Aberto 24 horas por dia».