O avião das linhas aéreas da Malásia que se despenhou esta quinta-feira no leste da Ucrânia com 298 pessoas a bordo foi abatido por um míssil terra-ar, de origem ainda desconhecida, concluíram responsáveis norte-americanos dos serviços secretos.

Os analistas dos serviços de informação «acreditam fortemente» que o Boeing 777 foi abatido por um míssil terra-ar e estão a examinar os dados a fim de determinar se o míssil foi disparado pelos separatistas pró-russos da Ucrânia, soldados russos do outro lado da fronteira ou forças governamentais ucranianas, explicou à agência noticiosa AFP um dos responsáveis, pedindo o anonimato.

Um avião da Malaysia Airlines despenhou-se esta quinta-feira, na Ucrânia, junto à fronteira com a Rússia. Logo após o acidente, um conselheiro do ministro ucraniano do Interior, afirmou que o avião teria sido abatido por um míssil terra-ar russo quando entrava na região de Donetsk, onde decorrem combates entre tropas ucranianas e separatistas russos.

Já Vladimir Putin acusou o Governo de Kiev de ser o responsável pelo desastre, uma vez que decidiu retomar a ofensiva contra os separatistas.

«Esta tragédia nunca teria acontecido se existisse paz no local, ou pelo menos se a ofensiva militar não tivesse sido retomada. O Governo do território tem, sem dúvida, responsabilidade por esta tragédia», afirmou Putin, segundo a Reuters, afirmando, ainda, que deu instruções às autoridades russas para que ajudem na investigação com tudo o que puderem.

«Faremos tudo o que pudermos para que se atinja uma resposta clara sobre o que aconteceu. Isto é algo inaceitável», disse o presidente russo.

O avião levava 283 passageiros e 15 tripulantes a bordo. Não há sobreviventes, confirmou o governo ucraniano. Inicialmente foi avançado que viajavam 295 passageiros, mas a companhia retificou o número ao final da noite.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, exigiu, esta quinta-feira, que os responsáveis pela queda do avião da Malaysia Airlines sejam levados à justiça.

No entanto, segundo a agência Reuters, Najib afirmou que a companhia aérea ainda não conseguiu confirmar se o avião se despenhou ou foi realmente abatido, mas garantiu que não existiu qualquer pedido de ajuda por parte da tripulação da aeronave, que fazia a ligação entre Amesterdão, Holanda, e Kuala Lumpur, na Malásia.