A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, prémio Nobel da paz, pediu, este domingo, mais esforços para a libertação das alunas nigerianas sequestradas desde abril de 2014 pelos islamitas do Boko Haram.

No Facebook, na altura em que passam 300 dias sobre o sequestro em Chibok, Malala criticou a «pobre» resposta à situação, acrescentando que se os pais das meninas fossem influentes política ou economicamente «muito mais teria sido feito para as libertar».

 
 

«Como são originárias de uma área pobre do noroeste da Nigéria pouco se alterou desde que foram sequestradas», lamentou a jovem, opositora do regime talibã e atualmente a residir no Reino Unido.

Malala indicou a necessidade de os candidatos nas próximas eleições elegerem como prioridade a libertação dos estudantes nos primeiros 100 dias de legislatura.

«Estas jovens arriscaram tudo para obter uma educação que a maioria de nós dá por garantida. Não as podemos esquecer», defendeu a jovem.