A polícia italiana deteve em Palermo, esta segunda-feira de madrugada, 11 membros da máfia siciliana.

Matteo Messina Denaro, chefe da máfia a monte desde 1993, comunicava com o seu “rebanho” através de código. Os telefonemas, com frases relacionadas com a agropecuária, passavam uma mensagem. Denaro usava também papelinhos que deixava numa quinta da Sicília. 

Nas escutas, a polícia ouvia frases como:

“As ovelhas precisam de ser tosquiadas”;

“O feno está pronto”;

“Guardei o queijo ricotta para ti, vens buscá-lo?”



Quem acabou por ir buscá-lo foi a polícia italiana que, após escutas e filmagens, conseguiu apanhar o “pastor”. Do “rebanho” foram detidos mais dez homens, ao fim de largos meses de investigação.

O jornal La Repubblica conta que as autoridades colocaram câmaras nas árvores para apanhar os mafiosos.
Uma gravação da polícia mostra dois dos homens a cumprimentarem-se com um beijo. Três dos detidos têm mais de 70 anos e alguns têm relações familiares entre si, como pai e filho.

Uma verdadeira família, com um padrinho. Denaro tem 53 anos e já era conhecido como o “Fantasma de Castelvetrano” (a sua terra natal), pelos anos que estava a monte, condenado, à revelia, a prisão perpétua pelos massacres de Roma, Milão e Firenze, em 1993. É ainda suspeito de outros homicídios. Messina Denaro disse, uma vez, que as pessoas que já matou “davam para encher um cemitério”.

Sono grato a investigatori, forze dell'ordine e a tutti i rappresentanti dello Stato per il colpo inferto all'...

Posted by Matteo Renzi on  Segunda-feira, 3 de Agosto de 2015


O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, agradeceu à polícia em nome do governo, através de uma mensagem na rede social Facebook. Renzi diz que “a Itália está unida contra o crime organizado”.