Esta é uma simulação de assalto que foi mais longe do que o previsto para dois agentes municipais feridos numa formação em Madrid: um instrutor simulou um ataque de arma branca com uma faca verdadeira e dois formandos tiveram de ser hospitalizados com cortes profundos.
 
O professor que fazia de “agressor”, apurou o El Mundo, recorreu a táticas militares extremas para dominar os dois alunos, que tiveram de ser hospitalizados com cortes severos nas mãos, tendões afetados e 13 pontos de sutura num dos casos.

Tudo isto aconteceu no Centro Integral de Formação de Segurança e Emergências (CIFSE) de Madrid, onde, normalmente, são formados polícias, bombeiros, agentes de mobilidade e de viaturas de emergência, no passado dia 7 de maio, mas só agora foi noticiado.
 
Segundo uma central sindical contatada pelo diário espanhol, o Coletivo de Emergências de Madrid (CEM), na sequência dos ferimentos “não foi estabelecido um protocolo de assistência médica urgente, apesar de ser obrigatório”. Isto significa que os dois agentes foram transportados ao hospital por um colega, no seu carro particular.
 
O instrutor em questão, escreve o El Mundo, citando fonte anónima do CIFSE, faz parte de um grupo de “quatro professores que costuma usar táticas de defesa extrema, quase militares, pouco adequadas ao tipo de força que um polícia municipal tem de utilizar”.
 
Já foi aberto um inquérito, mas o mais provável é que o formador seja apenas sancionado por recorrer a armas proibidas nas instalações do CIFSE.

O curso denomina-se Operacional de Intervenção Policial e, de acordo com testemunhas, não se percebe por que motivo o instrutor não parou a simulação de assalto depois de num primeiro exercício ter ferido logo um agente na mão.