A «forretice» de Maarten de Jonge acabou por lhe salvar a vida. O holandês optou por poupar na hora de escolher os voos e evitou as tragédias que atingiram a companhia aérea Malaysia Airlines, avança o El Mundo.

Depois de ter evitado embarcar no MH370 da Malaysia Airlines, cuja localização permanece desconhecida, o ciclista escapou à queda do voo MH17 que foi abatido no Leste da Ucrânia e que tirou a vida a 298 pessoas.

O holandês, que corre para a equipa malaia Terengganu Cycling Team, mudou o bilhete à última da hora porque encontrou um voo muito mais barato do que o do trágico acidente.

«Tinha pensado em voltar na quinta-feira à Malásia porque a minha mãe e os meus amigos tinham tempo para me apanhar no aeroporto. Mas encontrei um voo 300 euros mais barato e decidi mudar», afirmou o ciclista à KLM, acrescentando que «o primeiro voo eram bastante caro, de mais de mil euros. Por isso, o querer economizar foi o que me salvou a vida. Ia competir no Tour de Taiwan. Escolhi um voo diferente. Todos me telefonaram para saber se estava vivo».

Maarten de Jonge chegou a ter bilhetes para o voo da companhia malaia que desapareceu a 8 de março deste ano, com 229 passageiros a bordo. Nessa altura, o ciclista escapou à morte ao optar por um voo que não fazia escala.

«É realmente estranho que, pela segunda vez, não escolhi um voo em direção ao desastre», afirmou.