Pelo menos sete deputados e senadores do Partido dos Trabalhadores mudaram de nome, perante a Câmara e o Senado brasileiro, para mostrarem o seu apoio a Lula da Silva.

De acordo com o G1, os políticos pediram à Câmara e ao Senado para incluírem o sobrenome "Lula" nos seus nomes parlamentares, ou seja, o nome pelo qual os deputados e senadores são identificados em documentos oficiais. Uma imagem do quadro eletrónico da Câmara Municipal de São Paulo, divulgada no Twitter, mostra sete deputados que incluem "Lula" no seu nome parlamentar.

O movimento começou com a líder do partido, Gleici Hoffmann, que no Twitter publicou uma imagem onde mostra o requerimento enviado ao presidente do Senado Federal para a alteração do seu nome parlamentar.

Segundo a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, citada pelo G1, o regulamento interno diz que o nome parlamentar deve ser parte do nome civil. No entanto, existe o hábito de se usar o nome que o político escolheu usar na urna durante as eleições.

Todas as alterações ao nome têm de ser comunicadas à Mesa da Casa e aprovadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que já fez saber que não vai "perder tempo com isso". 

Numa resposta à iniciativa do PT, os partidos da oposição também pediram para alternar os nomes parlamentares para incluir outros nomes, como o do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condenação do ex-presidente, e do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) pediu para a Câmara para ser identificado como Sóstenes Moro Cavalcante enquanto o deputado Capitão Augusto (PR-SP) pediu para alterar o nome parlamentar para Capitão Augusto Bolsonaro.

Luiz Inácio Lula da Silva, 72 anos, foi o 35.º presidente do Brasil (2003-2011) e é o primeiro ex-chefe de Estado condenado por um crime comum.

O ex-presidente sempre se declarou inocente e, em março, considerou mesmo que a sua prisão era “a maior barbárie” jurídica na história do Brasil, porque seria o “primeiro preso político do país no século XXI”.

Na madrugada de 5 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um ‘habeas corpus’ apresentado pela defesa de Lula da Silva, que visava evitar a sua prisão antes de se esgotarem os recursos na Justiça.

Na sequência da decisão do STF, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão de Lula da Silva e deu como prazo a tarde do dia seguinte para o ex-presidente brasileiro se apresentar voluntariamente à Polícia Federal na cidade de Curitiba, no Estado do Paraná, sul do Brasil.

No passado sábado, quase 26 horas depois do prazo dado pelo magistrado, Lula da Silva saiu a pé, rodeado de seguranças, do Sindicato dos Metalúrgicos onde se encontrava desde quinta-feira, em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, para se entregar à Polícia Federal.

Poucos minutos passados das 18:30 (22:30 em Lisboa), terminado o prazo de meia hora que lhe foi dado pela PF para abandonar o edifício, e após uma primeira tentativa de saída impedida pelos seus apoiantes que cercavam o local, Lula da Silva “saiu andando” e entrou num veículo da PF que o aguardava nas imediações.

Depois de conduzido para a sede da Polícia Federal em São Paulo, foi levado de helicóptero para o aeroporto de Congonhas, onde embarcou para o Paraná.