Carolina Wells é portuguesa e vive num bairro perto da estação de metro de Parsons Green, em Londres, onde, na manhã desta sexta-feira, aconteceu uma explosão que está a ser tratada como "incidente terrorista".

A jovem portuguesa estava a chegar à estação com o marido, quando começou a ver pessoas a correr e a gritar e percebeu que alguma coisa tinha acontecido.

Comecei a ver várias pessoas a correr, numa zona da plataforma onde não se pode andar, e o metro parado. As pessoas estavam todas a sair do metro. Começaram a gritar e a entrarem dentro dos cafés, para se esconderem. Percebemos que se estava a passar alguma coisa.”

Carolina e o marido apanharam um grande susto e decidiram fugir também.

Não percebemos de onde vinha o perigo, se era alguém com uma arma, se era um ataque ou se alguém se tinha matado no metro. Liguei logo para a polícia para tentar perceber o que era. Disseram-me que já sabiam que havia uma emergência e que já estavam polícias e ambulâncias a caminho. Aí percebi que era sério.”

Pouco depois, o casal decidiu voltar para a rua onde moram e começaram a ouvir carros da polícia e helicópteros a chegar. Além disso, viram também pessoas a andarem pela rua, a chorarem e a falarem ao telefone.

Fala-se em explosão, num fogo e falou-se também numa mulher queimada. Agora ouvem-se várias versões.”

Carolina conta que, naquela zona, perto da estação de metro de Parsons Green, vivem muitos portugueses.

Tenho vários amigos portugueses aqui, vários casais com filho. Portanto, nós temos estado em contacto e uma das minhas amigas diz que viu uma pessoa desmaiada no chão. Outros dizem que estão fechados em casa. Não conseguem sair de casa, porque a polícia não deixa, uma vez que moram ao lado do metro.”

Segundo a portuguesa, o metro de Parsons Green, às 08:20 (na hora do incidente), nesta altura do ano, costuma estar cheio de gente.

Às vezes nem se consegue entrar nas carruagens. Estamos apertados como numa lata de sardinhas. Por isso, perceber o que está a acontecer ou ver que está ali uma bomba ao pé de nós é impossível.”

“Todas as carruagens a esta hora estão cheias, por isso acho que é a hora ideal para quem quer fazer um ataque. Entrar ali com um saco é muito difícil de ver.”

Carolina Wells explica que o bairro onde aconteceu o incidente é um bairro familiar, onde vivem muitas famílias inglesas, francesas, espanholas e até portuguesas. É até conhecido como o “bairro das fraldas”, porque tem muitos casais novos com crianças.

Agora, de acordo com Carolina, as autoridades estão nas ruas do bairro a investigar o caso.

Ouve-se polícia, helicópteros e vi vários polícias com metralhadoras. Parece um cenário de guerra, mas até me sinto mais segura. Está tudo parado no bairro, mas acho que é porque as autoridades estão a investigar. Está cheio de polícia. Aqui, eles reagem muito rápido.”