A Cerimónia do Dia do Armistício teve início às 10h30, desta terça-feira, com uma salva de 21 tiros da Honourable Artillery Company, na Torre de Londres. Leram-se alguns dos nomes de pessoas que morreram na Primeira Guerra Mundial, colocou-se a 888 246ª papoila, ouviu-se o som da trompeta e fizeram-se dois minutos de silêncio.
 
A última papoila foi colocada por Harry Hayes, de Sonning em Berkshire, um membro da escola Combined Cadet Force. Harry - cujo tio-trisavô, Patrick Kelly, foi morto em ação em França na Primeira Guerra Mundial - foi escolhido para representar as gerações futuras.
 


As 888 246 papoilas de cerâmica, dispostas na Torre de Londres, começam a ser removidas a 12 de novembro, como planeado. Mas duas características - «Weeping Window», uma cascata de papoilas que sai de uma janela e «Wave», uma onda de papoilas perto da entrada - permanecerão até o final do mês.
 
A decisão do governo de manter os dois elementos foi motivada pela enorme demanda do público para visitá-lo durante mais tempo, liderado pela campanha «Evening Standard’s Save Our Poppies».
 
As duas grandes estruturas de papoilas vão, em seguida, viajar pelo Reino Unido durante quatro anos, antes de serem instaladas permanentemente nos Museus da Guerra Imperial de Londres e Manchester.
 

«Estou muito satisfeito por mais pessoas terem a oportunidade de visitar a exposição. Temos vindo a trabalhar nos bastidores para garantir um legado para as duas peças que fomos capazes de fazer», disse Piper, o designer do memorial.

 
«A retirada das papoilas para mim sempre fez parte do teatro. O mar atingiu a maré cheia hoje e agora está a vazar de novo. Durante as próximas duas semanas, o público poderá vê-las a serem retiradas», acrescentou Piper.  
O primeiro-ministro inglês, David Cameron, também esteve presente e afirmou que a instalação de papoilas «num curto espaço de tempo, tornou-se um monumento muito amado e respeitado.»
 
A partir desta terça-feira, milhares de voluntários irão remover as 888 246 papoilas, criadas pelo artista cerâmico Paul Cummins e arranjadas pelo cenógrafo Piper, na Torre de Londres, durante o verão.
 
A instalação «Blood Swept Lands and Seas of Red», ao redor da Torre de Londres, assinala o centenário do envolvimento britânico na I Guerra Mundial e é uma homenagem aos soldados que perderam a vida.