O Inglês pode deixar de ser língua oficial da União Europeia, mesmo que seja a língua mais falada na Europa e a segunda no mundo. Quem o diz é a presidente da comissão dos assuntos constitucionais do Parlamento Europeu.

O Inglês é a nossa língua oficial porque foi indicada pelo Reino Unido. Se não tivermos o Reino Unido não temos inglês”, afirmou Danuta Hubner, na segunda-feira, em conferência de imprensa, sobre as consequências do Brexit.

Com o Brexit, deixa de existir o único de três Estados-membros que poderia indicar o Inglês como língua de preferência em Bruxelas, uma vez que a Irlanda indica o irlandês (ou gaélico) e Malta nomeia o maltês.

No entanto, explicou a responsável, mesmo que o Inglês deixe de ser oficial pode manter-se como “língua de trabalho”, uma vez que é a mais falada em Bruxelas, superando largamente o francês, que dominou na década de 90, antes da entrada da Suécia, Finlândia e Áustria.

Se o Inglês também “sair” de Bruxelas, deixará de haver traduções nesta língua, ainda que todos os documentos produzidos no seio da União Europeia são traduzidos nas 24 línguas oficiais do bloco.

Para Danuta Hubner uma outra solução seria alterar as regras para permitir que os países designem mais do que uma língua oficial.