Victoria Clark e Melissa Scott reuniram gostos, preferências e hábitos alimentares dos ditadores do século XX num livro intitulado «Dictators' Dinners: A Bad Taste Guide to Entertaining Tyrants», que traduzido à letra significa «Os jantares dos ditadores: Um guia de mau gosto para entreter tiranos».
 
Sob o lema «somos o que comemos», as autoras acrescentaram que «como comemos» e «com quem comemos» também definem uma pessoa. Por isso, as autoras decidiram colocar vários ditadores sobre escrutínio alimentar.

O Chefe de Governo António de Oliveira Salazar adorava sardinhas. O prato tipicamente português relembrava-o da infância pobre e do facto de, em criança, ter de partilhar uma única sardinha com o irmão.


 
Kim Il-sung, o líder da Coreia do Norte, selecionava os seus grãos de arroz individualmente e criou um instituto cujo único propósito era investigar formas de prolongar a vida.  
 
Nicolae Ceausescu, o líder comunista da Roménia, tinha o hábito de levar comida quando visitava os outros líderes, algo que os irritava. Em casa, Ceausescu adorava comer guisado feito com um frango inteiro, incluindo as patas e o bico.
 
Josip Broz Tito ficou chocado com a insistência de Nicolae em beber um batido de vegetais com uma palhinha. Mas também os gostos do chefe de Estado da Jugoslávia eram duvidáveis, uma vez que o seu prato preferido era gordura de porco quente.


 
Adolf Hitler sofria de flatulência crónica e, talvez por isso, tornou-se vegetariano. Além disso, o ditador alemão autorizou um médico a receitar-lhe 28 medicamentos diferentes, incluindo um feito com o extrato de fezes de componentes búlgaros.
 
Mao Zedong, o líder comunista chinês, era um carnívoro apaixonado, mas sofria muito dos intestinos. Uma vez confessou a outro líder, numa carta, que comia muito, mas que também passava muito tempo na casa de banho.
 
Josef Stalin gostava de comer especialidades da Geórgia e o seu prato preferido era Satsivi, feito com galinha e nozes, é servido como entrada à temperatura ambiente. O líder da União Soviética aproveitava os jantares em sua casa, em Kuntsevo, para ridicularizar os outros líderes que, durando cinco ou seis horas, tornaram-se uma forma refinada de tortura, graças à participação obrigatória em jogos de beber, músicas e danças. Nikita Khrushchev, o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, e Tito da Jugoslávia foram dois dos seus «alvos».


 
Jean Bedel Bokassa, Presidente da República da África Central, Idi Amin, ditador militar do Uganda, e Francisco Nguema, presidente da Guiné Equatorial, eram suspeitos de serem canibais. Bokassa chegou mesmo a ser julgado por canibalismo, entre outros