Sonia Esplugas, ex-presidente e porta-voz do Partido Popular (PP), no município de L’Hospitalet de Llobregat, na cidade de Barcelona, Espanha, foi destituída das funções que desempenhava, nove dias depois do nascimento da filha, a 14 de maio. A vereadora pretende agora que o partido revogue a destituição, que considera “desleal”.

Sonia Esplugas foi notificada pela Secretaria Geral da Assembleia espanhola. A vereadora soube que tinha sido destituída através de um documento enviado para o grupo municipal, de que fazem parte ela própria e mais dois vereadores: Francisco Javier Martinez e Pedro Alonso, números dois e três da lista, respetivamente.

Com esta medida, a vereadora não só perdeu o cargo como também o salário, passando a receber quase três vezes menos do que anteriormente.

De acordo com o El País, Sonia Esplugas comunicou o sucedido à direção do PP, que lhe deu razão e prometeu solucionar o caso, mas até o momento a situação ainda não foi resolvida. A licença de maternidade da vereadora já terminou e a filha já tem cinco meses.

Uma destituição “desleal”

A vereadora tinha um contrato exclusivo de trabalho com a Assembleia, com o salário de 60.000 euros por ano e, ao ser substituída por Martinez, antigo porta-voz adjunto, passou a ter um cargo inferior, com um salário de 20.000 euros.

“Acho desleal que utilizem uma situação pessoal para me destituírem", afirmou. "Não se trata de dinheiro. Eu trabalhei muitos anos com a mesma intensidade e por muito menos. É pelo próprio facto de se terem aproveitado da minha licença”, disse Sonia Esplugas ao El País.

O vice-secretário geral do partido, e braço direito de Xavier Garcia Albiol, assegurou em declaração ao jornal El País que tudo está a ser tratado para que o conflito termine e o cargo seja restituído a Sonia Esplugas.