Por: Redacção | 22- 2- 2011 20: 12
Última actualização 21:54
O ministro do Interior líbio, Abdul Fatah Younis, anunciou o seu afastamento
do cargo em apoio à «revolução de 17 de Fevereiro». Younis, considerado o «número dois» do regime líbio, pensa que este só
terminará com a o suicídio ou a morte de Khadafi.
Esta informação foi avançada pela cadeia televisiva Al Jazeera,
que refere que o ex-governante apelou ao exército a juntar-se à população e responder às suas «legítimas exigências».
«O
bombardeamento da população civil foi o que me fez unir à revolução. Nunca imaginei que chegaríamos a disparar contra a nossa
gente», disse, lendo um comunicado, aparentemente no seu gabinete, em imagens transmitidas pela Al Jazeera.
Posteriormente,
em entrevista à cadeia televisiva Al Arabiya, Younis disse que «o povo líbio sofreu durante demasiado tempo». «Temos tanto
petróleo, as pessoas poderiam viver como em hotéis de cinco estrelas.»
O ex-governante disse ainda que foi vítima
nos últimos dias de uma tentativa de homicídio, que feriu gravemente um familiar seu. «Khadafi, esse homem sujo, queria poder
dizer que os manifestantes me mataram para que a minha tribo, os Obeidat, ficasse do seu lado».
Abdul Fatah Younis
garante que a última vez que falou com o líder do regime foi «duas semanas antes da revolução» e que nessa conversa o alertou
para o elevado desemprego entre os jovens.
«Não sou um homem de duas faces. Trabalhei durante 42 anos para Khadafi.
Fiquei chocado com o discurso dele hoje», revelou. «Preferia que tivesse dito uma oração pelos jovens que caíram nos últimos
dias dele no poder».
O ex-ministro pensa que só a morte afastará o líder líbio do cargo. «Ele está nervoso e é teimoso.
Pode cometer suicídio. Khadafi não irá embora. Ele pode cometer suicídio ou ser morto. Não lhe desejaria esse fim».
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