A organização Human Rights Watch instou  as autoridades de Singapura a retirarem as acusações contra o adolescente Amos Yee, detido após a publicação de um vídeo no qual criticava o falecido fundador da cidade-Estado, Lee Kuan Yee.

Prevê-se que um tribunal de Singapura dite a sentença sobre o caso de Yee, de 16 anos, que se for declarado culpado poderá enfrentar uma pena de prisão até três anos ou 18 meses num centro de detenção juvenil.

Em meados de maio, o jovem foi acusado de publicar imagens obscenas "insultando a religião".

O antigo primeiro-ministro e fundador da Cidade-Estado de Singapura, Lee Kuan Yew, morreu na segunda-feira da semana passada, aos 91 anos. 

Amos Yee foi também acusado de fazer circular no seu blogue um objeto obsceno - um desenho animado de Lee com a antiga primeira-ministra britânica Margaret Thatcher - e de fazer ameaças e comunicações abusivas ou insultuosas. 

No vídeo de oito minutos intitulado «Lee Kuan Yew is finally dead» [Lee Kuan Yew morreu finalmente, na tradução livre] lançou um ataque mordaz ao político que foi cremado no domingo. 

No vídeo, Yee, que foi detido no dia do funeral de Estado, também associou Lee Kuan Yew a Jesus, numa mensagem contra o cristianismo. 

O jovem descreveu Lee Kuan Yew, que não professava qualquer religião, como uma «pessoa horrível» e desafiou o filho do antigo líder de Singapura e atual primeiro-ministro, Lee Hsien Loong, a processá-lo. 

O juiz ordenou que Yee se abstenha de fazer quaisquer comentários nas redes sociais enquanto decorre o caso.