O ministro da Defesa da Coreia do Norte Hyon Yong-Chol foi executado a 30 de abril por fogo antiaéreo por deslealdade e desrespeito ao líder Kim Jong-un, revelaram hoje os serviços secretos da Coreia do Sul.

Centenas de funcionários assistiram, segundo o Governo da Coreia do Sul, à execução de Hyon Yong-Chol conforme foi revelado por Han Ki-Beom, vice-diretor da agência de Informações de Seul, a uma comissão parlamentar e noticiado pela agência Yonhap.

Hyon Yong-Chol, nomeado para o cargo de ministro das Forças Armadas há menos de um ano, foi, aparentemente, detetado a dormir em eventos militares formais e terá desrespeitado Kim Jong-un em várias ocasiões, acrescenta a Yonhap.

A execução com baterias antiaéreas é um método destinado a altos funcionários, com o regime de Pyongyang a pretender fazer desses casos exemplos para a restante hierarquia do país. A execução de uma figura tão bem colocada na hierarquia do poder norte-coreano é interpretada como mais uma demonstração de força de Kim Jong-un. Desde o início do ano, o líder norte-coreano ordenou a execução de 15 oficiais do regime, de acordo com informações dos serviços secretos sul-coreanos.

A última ocasião em que o ministro Hyon Yong-Chol foi visto publicamente foi em Moscovo, numa conferência sobre segurança, no dia 16 de abril, noticia a Reuters.

As execuções de altos dirigentes do regime norte-coreano têm sido comuns desde que Kim Jong-un chegou ao poder, em Dezembro de 2011 após a morte do pai Kim Jong-il. Entre as 70 purgas que conduziu, a mais relevante foi a do próprio tio, Jang Song-thaekque chegou a ser a segunda figura do Estado.

A detenção de Jang Song-thaek, durante uma sessão do Politburo do Partido Comunista em Dezembro de 2013, foi amplamente noticiada nos media estatais da Coreia do Norte, algo inédito num país em que os meios de comunicação são totalmente controlados.