O Boeing 737 que se despenhou domingo em Kazan, na Rússia, pertencia à companhia regional Tatarstan Airlines e tinha 23 anos. Antes de ser adquirido por esta companhia, o aparelho já tinha passado por sete empresas, entre elas a brasileira Rio Sul, com a qual teve um grave acidente em 2001, avança a imprensa brasileira.

As 50 pessoas que seguiam a bordo, este domingo, 44 passageiros e seis tripulantes, morreram todas, confirmou já a porta-voz do ministério russo responsável por situações de emergência, Irina Rossious.

O primeiro voo deste Boeing 737 foi realizado em 1990 para a companhia aérea francesa Euralair Horizons. Dois anos depois esteva ao serviço da Air France e 1995 passou para a Uganda Airlines. Em 2000 passou para a Rio Sul, na qual registou um grave acidente em 2001.

Em 2005 foi adquirido pela Blue Air e em 2008 passou para a Bulgaria Air. Ainda nesse ano, o aparelho foi adquirido pela Tatarstan Air. A informação sobre as companhias é disponibilizada pelo site AirFleets.fr.

O acidente em 2001, também aconteceu durante uma aterragem no aeroporto de Belo Horizonte, mas não provocou vítimas. Num dia de forte chuva, o avião com 108 passageiros a bordo, partiu o trem de aterragem quando pousou. O aparelho terá deslizado cerca de 1,7 Km antes de ficar imobilizado. Depois deste incidente sofreu uma arranjo profundo antes de voltar ao serviço.

As causas do mais recente acidente ainda são desconhecidas, mas já foi aberto um inquérito por suspeitas de «violação das regras de segurança aérea». De acordo com a AFP, por agora, as autoridades russas colocam três hipóteses: «falha técnica, erro de pilotagem ou condições meteorológicas adversas».

Na altura do acidente, algumas testemunhas, citadas pela agência Reuters, referem a existência de nevoeiro e ventos fortes. Durante uma segunda tentativa de aterragem, o aparelho terá perdido altitude de forma muito rápida e os tanques de combustível explodiram com o impacto na pista.

Este acidente aéreo é dos mais mortais nos últimos 20 anos na Rússia. Vladimir Putin, o Presidente russo considerou o episódio como «uma catástrofe horrível» e enviou as condolências às famílias das vítimas.

Entre as vítimas mortais está uma mulher de nacionalidade britânica, Donna Bull. Trabalhava para o Colégio internacional Bellerbys, em Cambridge. Seguia para Kazan numa viagem de 10 dias de trabalho.

O filho de um conhecido líder da região de Tatarstan também perdeu a vida no acidente, tal como o chefe de segurança dos serviços secretos russo da região, Alexander Antonov.

Atualizado às 12:19