Uma das acusações de abuso sexual que recaia sobre Julian Assange na Suécia prescreveu nesta quinta-feira, anunciou o Ministério Público sueco. Uma outra vai prescrever no dia 18 de agosto se o fundador da Wikileaks não for ouvido pela justiça sueca até lá.

Contra Julian Assange, que se encontra refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012 e alega inocência, mantém-se, no entanto, a acusação de violação, que só prescreve dentro de cinco anos, ou seja, em 2020.

Segundo a lei sueca, os arguidos têm de ser ouvidos para que as acusações sejam formalizadas.

“Julian Assange manteve-se voluntariamente longe da justiça, refugiando-se na embaixada equatoriana (em Londres). Passado o prazo de prescrição de algumas das acusações, vejo-me obrigada a suspender a investigação”, afirmou a procuradora Marianne Ny, em comunicado.

Todas as acusações reportam a 2010, mas os casos de abuso sexual prescrevem ao fim de cinco anos, enquanto as violações só ao fim de dez.

O fundador da Wikileaks pediu asilo ao Equador para evitar a extradição para a Suécia e, consequentemente, para os Estados Unidos, onde poderia ser julgado por divulgar documentos confidenciais sobre as forças armadas e instituições governamentais.