foi encontrado a 12.500 quilómetros do México

“438 Days”, escrito por Jonathan Franklin









- Willy! Willy! Willy! O motor avariou!
- Tem calma, homem, dá-me as coordenadas.
- Não temos GPS. Não funciona.
- Lança a âncora.
- Não temos âncora. (Alvarenga tinha notado que faltava a âncora, mas nunca pensou que fosse precisar dela)
- Ok, vamos buscar-te.
- Rápido, estou realmente tramado aqui.









"Estava com tanta fome que até comia as próprias unhas. Engolia todos os pedacinhos", conta Alvarenga.




"Ele pedia-me para pedir desculpa à mãe dele por não lhe dizer adeus e para lhe dizer que ela o devia esquecer, que ele agora ia estar com Deus”.



"Estou a morrer, estou a morrer. Estou quase a partir".

 "Não penses nisso, vamos mas é dormir uma sesta”.

“Estou cansado, quero água”.


“Não me deixes! Tens de lutar para viver! O que vou fazer aqui sozinho?”






"Primeiro, lavei-lhe os pés. Depois despi-o, pois a roupa dele era necessária. Vesti a camisola que ele tinha, vermelha e com pequenos desenhos, e atirei-o à água. Enquanto o fazia, acabei por desmaiar”.


“Porque morreu ele e não eu? Fui eu que o convidei a pescar. Culpo-me pela sua morte”, contou Alvarenga.






“Mesmo sabe não eles não me entenderiam, eu falei e falei e falei. Quanto mais falava, mais eles se riam. Eu não sabia porquê. Eu ria-me porque estava a salvo”.





que o acompanharam desde que foi resgatad






"Sofri fome, sede e solidão extrema e, mesmo assim, não terminei com a minha vida. Só tens uma oportunidade para viver... Tens de a aproveitar”.