O jornalista do Washington Post, Jason Rezaian, começou esta terça-feira a ser julgado em Teerão, capital do Irão, acusado de espionagem e propaganda. Acusações pelas quais podem enfrentar 20 anos na cadeia.
 
Com dupla nacionalidade – americana e iraniana – o repórter está a ser julgado à porta fechada e nem a família é permitida na sala de audiências. A BBC adianta que o jornalista e os colegas estão a ser julgados num tribunal habitualmente reservado a presos políticos.
 
Segundo a Reuters, os três jornalistas levados esta terça-feira a julgamento têm dupla nacionalidade – americana e iraniana. Estiveram duas horas perante o juiz, mas nada foi adiantado sobre o teor da audiência.
 
Jason Rezaian está detido há dez meses. Em julho de 2014, Rezaian foi detido em conjunto com a sua mulher entretanto libertada. Um outro jornalista, a agência IRNA, também foi detido na altura
 
O jornal Washington Post, no seu editorial de 25 de maio, revela a sua indignação:
 

“Os vergonhosos atos de injustiça contra o correspondente do Washington Post, Jason Rezaian, não têm fim. Agora sabemos que o seu julgamento vai ser fechado ao mundo e, como tal, fechado ao escrutínio que merece verdadeiramente”.
 

A indignação também se faz sentir nas redes sociais:
 
Durante estes meses de detenção, Rezaian tem sido apoiado por vários grupos de defesa dos direitos dos jornalistas e de liberdade de imprensa. O próprio presidente dos Estados Unidos fez pressão sobre Teerão, comentando que as acusações sobre o seu também cidadão eram “vagas”. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano admitiu no mês passado que os Estados Unidos “poder-se-ão ter aproveitado” de Jason Rezaian.