As Nações Unidas estão preocupadas com a execução de mulheres pelo Estado Islâmico.
Segundo a ONU, as «mulheres com estudos» correm riscos acrescidos.

«Mulheres com estudos, profissionais, e, especialmente, mulheres que concorreram em eleições ou para cargos públicos, estão em risco», disse Ravina Shamdasani, da ONU, aos jornalistas na terça-feira, em Genebra.


E a representante da ONU deu como exemplo «as três advogadas alegadamente executadas só nas duas primeiras semanas do ano». Mas, há relatos de muitas outras mulheres executadas pelos seguidores do Estado Islâmico no Iraque. E uma outra mulher, apedrejada até à morte, por suspeitas de adultério.

A ONU acusa o grupo jihadista de «um monstruoso desrespeito pela vida humana» no Iraque.

Mas também há relatos de mortes de homens.

«Dois homens foram atirados do topo de um edifício por um suposto tribunal de Mosul acusados de protagonizarem atos homossexuais», acrescentou Ravina Shamdasani.


A estes casos somam-se outros, como aqueles médicos que alegadamente se recusaram a tratar combatentes do Estado Islâmico e execuções de dezenas em praça pública por deslealdade à Sharia, a lei islâmica.