O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abott, anunciou esta segunda-feira que o seu país vai juntar-se às missões humanitárias no Iraque, com o envio de bens de primeira necessidade e com a retirada de civis ameaçados pelo conflito.

O líder australiano, que se encontra na Holanda, deu uma entrevista à rádio ABC, indicando que as missões poderiam começar no final desta semana.

Tony Abbott classificou os combatentes do Estado Islâmico (EI) como «exército terrorista» e acusou-os de «atrocidades horríveis».

«A Austrália vai integrar a ajuda humanitária para as pessoas encurraladas no monte Sinyar», anunciou Abbott.

No sábado, o primeiro-ministro australiano afirmou que os Estados Unidos lhe pediram para considerar a participação no fornecimento, por via aérea, de ajuda humanitária nas montanhas perto da cidade de Sinyar, a cerca de 100 quilómetros a oeste de Mosul, no norte do Iraque.

Estima-se que o avanço dos jihadistas tenha provocado a fuga de cerca de 200.00 pessoas, na sua maioria curdos yazidi e cristãos, que se encontram refugiados e com necessidades urgentes de água, comida, refúgio e medicamentos nas proximidades do monte.

A Austrália tem dois aviões C-130 Hercules estacionados numa base dos Emirados Árabes Unidos, os quais serão usados nessa operação, segundo o canal ABC.

Os Estados Unidos levaram a cabo, no domingo, a sua quarta ronda de ataques seletivos no Curdistão, desta vez perto da localidade de Erbil, onde destruíram várias posições armadas a partir das quais os jihadistas atacavam os acessos à cidade.

Estes ataques estão a ser complementados com o lançamento aéreo de alimentos e água potável para as minorias que estão sitiadas na zona pelo aumento da presença jihadista.