Yassin Salhi, o homem suspeito de ter perpetrado na sexta-feira o atentado jihadista em França e de ter decapitado o seu funcionário, reconheceu este domingo ter cometido o homicídio, disse fonte próxima da investigação.

O homem, detido na sexta-feira no local do ataque, uma fábrica de gás industrial perto de Lyon, começou a falar com investigadores no sábado à noite depois de ter permanecido em silêncio desde que foi detido, noticia a Agência France Presse.

Salhi, de 35 anos, forneceu igualmente alguns detalhes sobre as circunstâncias do homicídio, disseram as fontes da investigação, acrescentando que o suspeito será transferido para Paris para ser interrogado pela polícia antiterrorismo.

Uma das linhas de investigação procura perceber porque é que o criminoso, um camionista com ligações ao radicalismo islâmico, tirou uma selfie com a cabeça do ex-patrão e a enviou por WhatsApp para um número de telemóvel canadiano.

Confuso sobre os reais motivos do crime, Yassin confessou aos investigadores que estava com problemas pessoais e no trabalho, que o terão motivado a cometer o homicídio, segundo conta o jornal Le Parisien.