A criança de quatro anos que aparece em vários vídeos do Estado Islâmico – incluindo um onde aparece a detonar uma bomba que destrói um carro com quatro prisioneiros - e a sua mãe terão conseguido atravessar vários países sem serem detetados, desde a Síria até à Suécia, para que o menino recebesse uma operação.

Segundo o britânico The Sun, que cita uma fonte que preferiu permanecer anónima, Isa Dare estaria bastante doente, e os médicos do Estado Islâmico, em Raqqa, não conseguiram ajudá-lo. A mãe e o menino terão decidido arriscar atravessar a Europa - e fazer mais de 3.000 quilómetros - para chegar à nação natal do padrasto da criança, que morreu em combate em 2014.

Conhecido na imprensa britânica como “Jihadi Junior”, o menino é filho de uma britânica que viajou para a Síria em 2012 para se juntar ao EI. A mulher de 24 anos mentiu ao pai biológico do menino afirmando que ia para o Egito estudar, e foi lá que casou com o sueco conhecido por Abu Bakr, de quem teve outro filho.

A fonte do The Sun garante que Isa “fez a operação há várias semanas” e que ambos já não estão na Suécia.

O Isa fez a operação há várias semanas. Ele e a mãe estiveram na Suécia, depois de ter deixado a Síria, mas ninguém sabe como conseguiram sair. O marido dela era sueco, é ele a ligação ao país. Talvez tenha usado outra identidade, mas a cara do Isa é bastante conhecida, por isso é incrível que tenham conseguido chegar lá”.

Não se sabe se mãe e filho regressaram à Síria ou ficaram na Europa. No entanto, a possibilidade de um regresso ao Reino Unido parece improvável.

O paradeiro dela é desconhecido, o que se sabe é que a Suécia foi o último sítio que visitou. Não acredito que regresse a Inglaterra, ela tem muito medo de ser apanhada”, acrescentou.