O exército israelita bombardeou hoje alvos militares da Jihad Islâmica na área central da Faixa de Gaza, depois dos ataques contra Israel com cerca de 30 morteiros, que não provocaram vítimas.

As Forças de Defesa de Israel estão a operar na Faixa de Gaza e as explosões ouvidas estão relacionadas a esta atividade", disse um porta-voz militar, sem dar mais detalhes sobre a operação.

Os media e testemunhas em Gaza confirmaram à agência de notícias espanhola Efe que vários postos foram bombardeados no enclave da Jihad Islâmica, à qual são atribuídos os disparos de hoje de manhã contra Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já tinha prometido responder com a força aos cerca de 30 morteiros disparados da Faixa de Gaza para o sul de Israel.

Israel leva muito a sério os ataques contra [o seu território] (...) pelo Hamas e pela Jihad Islâmica da Faixa de Gaza", disse Netanyahu em conferência de imprensa, prometendo que o exército israelita responderia "com a força" a estes ataques.

Entretanto, a Jihad Islâmica felicitou a resistência armada palestiniana pelo ataque contra Israel a partir da Faixa de Gaza, que segundo a agência de notícias espanhola Efe terá causado um ferido ligeiro e que aconteceu dias depois da morte de milhares de milicianos alvos do fogo israelita.

O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, o chefe do Estado Maior do Exército, Gadi Eisenkot, e outras autoridades da Defesa reuniram-se na sede do Exército, em Telavive, para avaliar a situação.

A fronteira entre Gaza e Israel tem vivido momentos de tensão nas últimas semanas, com os palestinianos a promoverem protestos contra o bloqueio imposto por Israel e pelo Egito, após a chegada ao poder do Hamas, em janeiro de 2006.

A tensão aumentou na fronteira com Gaza desde o início dos protestos da Grande Marcha de Retorno, em 30 de março, data em que 121 palestinos foram mortos por disparos do exército israelita.

Pelo menos 110 palestinianos morreram desde 30 de março em resultado de ações israelitas.