O Estado Islâmico foi expulso de Manbij, uma cidade estratégica no nordeste da Síria, perto da fronteira com a Turquia. Para conseguirem sair da cidade, os militantes do Estado Islâmico usaram civis como escudo humano.

O exército da aliança Força Democrática da Síria divulgou algumas imagens aéreas onde é possível ver uma caravana, composta por centenas de automóveis, na saída daquela localidade.

Para além dos carros, as imagens mostram várias motas, alegadamente utilizadas por combatentes do Estado Islâmico que, assim, aproveitam o momento para abandonar a cidade em segurança.

A presença de civis no trajeto afasta a possibilidade de ataques por parte das forças sírias e da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos.

A cidade de Manbij esteve debaixo de fogo durante dez semanas. Os fortes combates entre os militantes islâmicos e as forças da coligação deixaram um rasto de destruição, morte e insegurança na cidade. Com as fortes baixas no seio do grupo terrorista que ocupava a cidade, os sobreviventes do EI não tiveram outra hipótese senão fugir à derrota certa.

Segundo escreve a BBC, entre uma a duas centenas de militantes jihadistas mantinham reféns milhares de civis.

Rastreámos o percurso dos automóveis e sabemos que são civis, por isso não atacamos. Mas mantemo-los sob vigilância”, disse o coronel Chris Garver, porta-voz da coligação internacional.

Com a vitória dos rebeldes, foi interrompida a principal rota dos jihadistas de e para a Europa. Durante a tomada da cidade, foram libertadas mais de duas mil pessoas, usadas como escudos humanos pelo Estado Islâmico, durante a fuga.