O Parlamento Europeu rejeitou hoje por larga maioria a moção de censura à Comissão Europeia, relacionada com o caso dos acordos fiscais secretos entre o Luxemburgo e multinacionais, quando Jean-Claude Juncker era primeiro-ministro daquele país.

A moção - apresentada por eurodeputados eurocéticos e de direita - contou com apenas 101 votos a favor, 461 contra e 88 abstenções. Para ser aprovada, precisava de uma maioria de dois terços dos votos expressos, ou seja, 376 deputados.

Quando o escândalo « LuxLeaks» rebentou, poucos dias depois de Juncker ter tomado posse como presidente da Comissão, o Grupo da Esquerda Unitária - que integra PCP e Bloco de Esquerda - lançou-se numa recolha de apoios com vista à moção de censura.