Bruxelas promete interromper de imediato as negociações com a Turquia sobre a adesão à União Europeia, caso o país volte a reintroduzir a pena de morte. 

O alerta foi deixado esta segunda-feira pelo presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker, que se mostrou inflexível quanto à decisão da entrada da Turquia na UE se for reintroduzida a medida da pena de morte, evocada pelo chefe de Estado turco:  

Acredito que a Turquia não está em condições de se tornar num estado-membro, nem agora nem nos próximos tempos", disse o Presidente em declarações à France 2, acrescentando que "se a Turquia amanhã decidir reintroduzir a pena de morte, as negociações param de imediato, porque um país que pratique a pena de morte não tem lugar na União Europeia" 

De acordo com a agência Reuters, as autoridades turcas detiveram ou estão a investigar mais de 60 mil soldados, policiais, professores e funcionários públicos desde que ocorreu o golpe de estado falhado. A União Europeia já tinha avisado a Turquia de que algumas medidas tomadas após a tentativa de golpe de estado eram inaceitáveis. 

O Presidente francês também já tinha deixado o alerta sobre a questão da pena de morte, cuja possibilidade de introdução foi evocada pelo chefe de Estado turco, Recep Tayyip Erdogan. François Hollande admitiu que um país que queira fazer parte da UE não pode introduzir a pena de morte.