A presidência russa veio a público garantir que o banqueiro Sergei Gorkov, com quem o genro e conselheiro de Donald Trump se encontrou no ano passado, não o fez sob ordens ou com instruções do Kremlin.

Jared Kushner, casado com a filha de Trump, Ivanka, assumiu segunda-feira num depoimento perante uma comissão do Senado, ter-se encontrado com quatro russos no último ano, jurando, contudo, que nenhum desses contatos "foi impróprio".

Um dos russos com quem Kushner se encontrou foi com o banqueiro Gorkov, líder do banco estatal Vnesheconombank, no dia 13 de dezembro.

Esses contatos não necessitam de nenhuma aprovação do Kremlin e naturalmente não ocorrem por ordens do Kremlin", salientou à imprensa Dmitri Peskov, porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin.

O porta-voz frisou que o banqueiro Gorkov esteve nos Estados Unidos num roadshow de negócios, durante o qual se encontrou com vários políticos norte-americanos.

É uma prática normal", segundo Peskov, que o líder de um dos maiores bancos russos mantenha encontros e reuniões durante uma digressão de negócios.

Trump mexe com Ucrânia

Enquanto a Rússia nega e rejeita quaisquer interferências na campanha eleitoral norte-americana em apoio de Donald Trump, o presidente norte-americano faz outro tanto.

Terça-feira de manhã, usando a habitual conta na rede Twitter, Trump voltou a queixar-se de Jeff Sessions, o procurador-geral norte-americano, com funções similares às de um ministro da Justiça, que o próprio presidente escolheu.

Para Trump, o procurador tem assumido uma "posição muito fraca" na investigação ao que chama de "crimes" de Hillary Clinton, relacionados com a antiga situação de ter usado um e-mail pessoal para enviar correspondência oficial.

Na cruzada que tem vindo a manter contra Jeff Sessions, o presidente norte-americano disparou mais uma acusação, sem que tenha adiantado quaisquer factos que a suportem. Acossado com as suspeitas de que teve apoio da Rússia na sua campanha eleitoral, Trump acusa agora a Ucrânia de ter apoiado Hillary Clinton, questionando o procurador-geral porque não existe investigação.