O jardim zoológico sueco, Boras Djurpark, admitiu ter morto nove crias de leão saudáveis nos últimos seis anos. Dois treze animais que nasceram no parque, só dois leões sobreviveram. Outros dois morreram por causas naturais e os restantes foram mortos, admitiu o responsável à cadeia de televisão sueca.

Sem oportunidade de transferência ou venda das crias, e devido à agitação provocada pelos jovens animais no grupo dos felinos, "não houve outra alternativa", explica o  responsável do Boras Djurpark.

Bo Kjellson, diretor executivo do zoo, disse à cadeia televisiva sueca SVT que os animais foram mortos porque não se adaptaram ao grupo de leões residentes.

Naquela época, tínhamos tentado vender ou deslocá-los para outros zoológicos mas, infelizmente, não havia zoológicos que pudessem recebê-los, e quando as agressões se tornaram muito grandes no grupo, tivemos que remover alguns animais."

O responsável disse que o parque não tinha a certeza do que aconteceria aos outros leões. "Atualmente, o grupo está bem, mas alguns deles podem tornar-se animais excedentes e poderão ter de ser enviados para outro lugar. Pode ser até que tenhamos de matá-los", referiu Kjellson.

A especialista em animais, Helena Pederson, da Universidade de Gotemburgo, disse à SVT que a eutanásia dos animais nos jardins zoológicos levanta a questão da existência dos parques.

É preciso analisar se a importância dos zoológicos para nós, vale o preço que os animais pagam por isso."

No parque, situado no sul do país, apenas duas das 13 crias de leão nascidas nos últimos cinco anos, conseguiram sobreviver.