O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, dissolveu esta quinta-feira a câmara baixa do Parlamento, provocando eleições antecipadas em outubro, nas quais o seu partido deverá enfrentar o da governadora de Tóquio, Yuriko Koike.

De acordo com o artigo 7.º da Constituição, a câmara baixa foi dissolvida”, declarou o presidente da assembleia, Tadamori Oshima, em sessão plenária.

As eleições deverão realizar-se no prazo de 40 dias, provavelmente a 22 de outubro, de acordo com a imprensa japonesa.

Shinzo Abe justificou a decisão com o desejo de expor a gestão da economia à aprovação dos eleitores.

O primeiro-ministro propõe um novo plano de incentivo económico de dois trilhões de ienes (15 mil milhões de euros) até o fim do ano, a gratuidade de parte do ensino e outros dispositivos financeiros, o que afasta a perspetiva de saneamento das finanças públicas.

Abe também quer consolidar a sua posição em relação à crise relacionada com a Coreia do Norte, após declarar que é preciso "usar todos os meios para aumentar ao máximo a pressão" sobre Pyongyang.