O governo nipónico está a tentar confirmar a veracidade de um vídeo difundido alegadamente pelo Estado Islâmico que confirma a decapitação de um dos dois reféns japoneses, noticia a Reuters. 
 
O vídeo mostra o refém sobrevivente, Kenji Goto, a segurar uma fotografia que supostamente revela Haruna Yukawa já sem vida, enquanto se ouve Goto a acusar o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, da morte do compatriota . 

A mesma voz também reclama uma nova exigência. Os terroristas já não querem dinheiro em troca da vida de Kenji Goto, mas sim a «libertação da irmã Sajida Rishawi», detida na Jordânia, segundo cita a CNN. 
 
 
O governo de Tóquio esteve reunido num gabinete de crise e, segundo a BBC, em contacto com o governo da Jordânia. 


                    

O chefe de gabinete do governo nipónico mostrou-se indignado com esta execução e pediu a libertação imediata do segundo jornalista japonês. 

Segundo a agência Lusa, o primeiro-ministro do Japão disse que Tóquio «não se verga perante os terroristas», mesmo depois da alegada decapitação de um dos reféns.

«O Japão vai contribuir na luta da comunidade internacional a favor da paz e contra o terrorismo», acrescentou Abe no final da reunião de emergência do governo de Tóquio.

«Não tenho palavras nem imagino a dor da família. Trata-se de um ato terrorista indesculpável e uma barbaridade imperdoável. Estou indignado e condeno-o energicamente», disse o primeiro-ministro.

O chefe do Executivo disse ainda que o governo está a fazer todos os esforços necessários para solucionar a situação do jornalista japonês, refém do Estado Islâmico, pedindo para que não lhe façam mal e para que seja libertado de imediato.

Após a difusão das notícias sobre a gravação, a mãe de Goto, Junko Ishido disse que no registo áudio nota que o filho está «nervoso» perante a proximidade da execução acrescentando que «não pode estar otimista» sobre a situação.

Viúvo de 42 anos, Haruna Yukawa foi sequestrado em meados de agosto do ano passado, enquanto alegadamente dava apoio logístico a um grupo rebelde implicado na guerra civil síria e rival do Estado Islâmico, sendo que a presença do japonês na região nunca foi totalmente explicada.

Kenji Goto, jornalista de 47 anos, tinha-se deslocado ao território sírio controlado pelos extremistas no início de outubro com a intenção de cobrir o conflito no terreno e deveria ter regressado ao Japão no dia 29 do mesmo mês.
 
O prazo para pagamento do resgate de 200 milhões de dólares (172 milhões de euros) pelos dois japoneses terminara na sexta-feira. Ainda este sábado de manhã, Tóquio afirmara que estava a trabalhar na libertação dos dois homens sem, no entanto, se render ao pagamento do valor do resgate.