Duas irmãs gémeas, que tinham sido adotadas há mais de 50 anos, encontraram a família biológica, depois de terem conseguido contactar alguns familiares através do Facebook.

Jane Bennett e Lisa Keeler nasceram em Palermo, na Itália, em 1960, com os nomes Maria Concetta Valenziano e Anna Maria Valenziano. Contudo, as irmãs cresceram toda a vida nos EUA, no Mississippi, depois de terem sido adotadas por uma família norte-americana. A nova mãe, Anita Sipler, nunca lhes escondeu que eram adotadas e que eram italianas.

As gémeas sempre desejaram conhecer a família biológica e tentaram encontrá-la durante várias décadas, mas sem sucesso. O orfanato de onde tinham sido resgatadas tinha fechado em 1967 e a investigação parecia ter chegado a um beco sem saída.
 

“Quando era mais nova costumava ir à lista telefónica procurar pelo nome Valenziano, mas havia tantos Valenzianos”, contou Jane Bennett, em entrevista à ABC News. “Em 2000, procurei e escrevi para um jornal da região e perguntei se conheciam alguém com esse apelido e se podiam dar-me alguma informação. Mas nunca me responderam”.


No entanto, a sorte mudaria no dia em que Jane resolveu criou uma página no Facebook, em 2005. Quase 10 anos depois, em 2014, por mera sorte, encontrou a página de um rapaz chamado Alessandro Valenziano. Na altura ainda não sabia, mas o jovem era seu sobrinho.

Alessandro só respondeu à mensagem que Jane lhe enviou um ano depois, em setembro de 2015. A mulher conseguiu então o contacto de Giovanni, um dos irmãos, que lhe respondeu em menos de uma hora.
 

“Foi completamente louco. O meu coração parecia que ia gritar. Foi um sonho tornado realidade”.


Com a descoberta dos familiares perdidos, começou também a surgir a história da família e o que lhes tinha acontecido. A mãe biológica das gémeas tinha morrido umas horas depois de ter dado à luz e o pai tinha ficado sozinho a tomar conta dos dez filhos.

Jane acredita que o pai a tenha levado, com a irmã, para o orfanato, simplesmente para terem alguma assistência, mas que não as tenha dado para adoção.
 

“O orfanato conseguiu coagi-lo para assinar os papéis e ele assinou-os 18 meses depois. Os meus pais tiveram de pagar muito dinheiro por nós, por isso, pensamos que tenha sido por uma questão de dinheiro…"


Apesar do pai ter morrido, em 1983, as gémeas conseguiram encontrar alguns dos seus irmãos, com quem têm mantido contacto através do Facebook e do Skype. Jane e Lisa já têm viagem marcada para visitar a família, em Itália, para abril do próximo ano.

Esta não é a primeira vez que a rede social serve de ponte para reatar laços familiares perdidos. Alguns dos casos mais conhecidos foram o das gémeas coreanas, Anais Bordier e Samantha Futerman, separadas à nascença, e de Travis Tolliver, que encontrou a família biológica 40 anos depois de ter sido raptado de um hospital.