decapitado pelos extremistas em agosto de 2014

«Foley e Cantlie tentaram escapar duas vezes. A primeira vez foi um fracasso mesmo antes de começar. A segunda, o jornalista norte-americano demonstrou uma profunda humanidade. Depois de ter conseguido fugir do quarto onde estava preso, tinha de esperar por Cantlie. Mas Cantlie tinha sido apanhado por um guarda. Foley podia ter fugido sozinho, mas decidiu entregar-se.»


Segundo o jornalista, Foley afirmou que «não podia deixar John por sua conta». 

Espinosa, que era o preso número 43, os jihadistas eram verdadeiros «psicopatas» 

Espinosa recorda os três guerrilheiros que ensaiavam estes atos bárbaros: os reféns chamavam-nos de «The Beatles».

numa série de artigos que começaram a ser publicados pelo jornal «El Mundo» este domingo.

Espinosa e o fotógrafo, também espanhol, Ricardo Garcia Vilanova, foram libertados em Março de 2014. Tinham sido capturados na Síria em setembro de 2013. 

O jornalista explicou que só agora, quase um ano depois da sua libertação, é que decidiu revelar detalhes da sua experiência porque tinha sido ameaçado pelos extremistas de que se o fizesse reféns iam ser executados. 

Para o espanhol, o momento de revelar ao mundo como é ser refém do grupo extremista finalmente chegou, uma vez que 15 reféns do seu grupo já foram libertados, seis foram executados, e uma voluntária de uma associação humanitária dos EUA, Kayla Mueller, morreu num bombardeamento. O paradeiro de Cantlie não é claro, mas um vídeo recente dos jihadistas sugere que o britânico ainda pode estar vivo.