O tribunal italiano que condenou a norte-americana Amanda Knox por assassinar a sua colega de casa, Meredith Kercher, afirmou, esta terça-feira, que o crime não teve origem num jogo sexual, mas sim numa discussão doméstica.

O caso remonta a 2007, à cidade universitária de Perugia, onde ambas as jovens estudavam, e onde Amanda terá assassinado a britânica Meredith com a ajuda do seu então namorado, Raffaele Sollecito.

Knox tinha já cumprido quatro anos de prisão, quando em 2011 o julgamento foi anulado, e a jovem pôde regressar aos Estados Unidos. Porém, em janeiro deste ano o tribunal voltou a considerar o casal culpado num julgamento de recurso.

A versão original dos acontecimentos afirmava que a morte da jovem teria ocorrido durante um jogo sexual que envolvia o casal, Meredith e Rudy Guede (um costa-marfinense que foi julgado separadamente e se encontra a cumprir pena de prisão em Itália). Mas, agora, o tribunal considerou que a faca que causou o ferimento no pescoço de Meredith (e lhe ditou a morte) foi empunhada por Knox.

Segundo a Reuters, esta terça-feira o tribunal afirmou que não era «plausível que os quatro jovens começassem a atividade sexual em grupo e que Meredith depois já não quisesse prosseguir».

«Esta hipótese não é compatível com a personalidade da menina britânica», afirmou o tribunal.

A nova explicação encontrada pela justiça sugere que as duas jovens não tinham um bom relacionamento e haviam tido uma discussão numa noite em que Amanda e Sollecito tinham tomado drogas, o que ajudou a elevar o teor da altercação.

Amanda e o namorado estão a recorrer da sentença e Knox já afirmou que não irá regressar a Itália, voluntariamente, para cumprir o resto da sua sentença de 28 anos.