O armamento nuclear continua a marca a cena política internacional.  O primeiro-ministro israelita apresentou o que diz serem provas irrefutáveis de que o Irão está a violar o acordo nuclear de 2015. Os Estados Unidos já reagiram e, o secretário de Estado, Mike Pompeo, diz mesmo que o acordo do Irão, com seis potências mundiais é construído sobre mentiras.

O primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, disse ao vivo, na televisão, que o Irão mentiu ao dizer que nunca teve um programa nuclear. E para o provar mostrou meia tonelada de documentos que, alegou, os seus serviços secretos terão encontrado num armazém em Teerão.

Provas apresentadas 12 dias antes de os Estados Unidos decidirem se vão abandonar o acordo nuclear.

“Em sete anos, o acordo com o Irão já terá expirado e eles veem-se livres para avançarem com o programa nuclear. Isto não é aceitável. Israel fez muito bem em revelar estas informações.” Donald Trump aproveitou ainda para assinalar que a sua posição em relação ao tal acordo com o Irão — de o querer “rasgar” — foi reforçada pelas revelações de Netanyahu.

“Eu acho que aquilo que aconteceu hoje e que tem acontecido ao longo do tempo… mostrou que eu estava realmente 100% certo” acerca do acordo, acrescentou Trump.

Já esta terça-feira o secretário de Estado norte-americano afirmou ter visto pessoalmente muitos destes documentos e considerou que o acordo nuclear foi construído sob mentiras.

E a verdade é que comunicado, emitido ontem pela Casa Branca, referia que os documentos revelado por Israel eram "consistentes com aquilo que os Estados Unidos sabiam: o Irão tinha um robusto e clandestino programa de armas nuclear". Um “tinha” que mais tarde foi trocado para “tem”.

Da Europa também chegam reações, com a representante para a Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, a afirmar esta segunda-feira que as alegações do primeiro-ministro israelita, não comprovam que o Irão está a violar o acordo nuclear assinado em 2015.